A Semana em Pixels #3

Nada de comentários espirituosos hoje, só os factos:

Continue a ler ‘A Semana em Pixels #3′

The Week in Pixels #3

No witty remarks today, just the facts.

Continue a ler ‘The Week in Pixels #3′

Smash! #7

Imaginem que são o Mario – ícone do mundo dos videojogos e adorado por milhões. Num passeio pelo Mushroom Kingdom estão acompanhados por um Toad pelintra e o vosso irmão Luigi, aquele que nunca perdoou o vosso sucesso. A bandeira de final de nível está mesmo à vossa frente e quando tudo parece correr bem, quando estamos no início de um salto glorioso, Toad usa a vossa cabeça como degrau para saltar mais alto, o que vos faz cair num abismo. “Sacana”, pensam vocês, mas mesmo que não consigam uma boa pontuação sempre podem usar a bolha de segurança para não perder uma vida… Mas depois Luigi arrebenta a bolha quando não estão à espera, pega em vocês ao colo e extravasa anos de inveja ao arremessar o vosso corpo contra um Koopa antes que possam reagir. Ambos chegam ao final do nível, sorridentes. Vocês nem sequer aparecem no ecrã e apenas conquistam um terceiro lugar na tabela de pontuação.

É assim que se trata uma estrela, meus amigos? Não, não é. O que aconteceu ao amor?

Se considerarmos que uma das apostas da Nintendo para esta geração de consolas passa pelo entretenimento familiar, é quase sinistro como New Super Mario Bros. Wii (NSMBW) desperta o pior tipo de sacanagem em nós. Não apenas porque é uma sublime representação de como o caos nasce da ordem, ou porque a cooperação e competição estão interligadas ao ponto de serem indistinguíveis, ou porque tanto o protagonismo como o antagonismo são aliciantes, ou…

Pára de arrebentar a minha bolha, Parreira!

Podem ler o resto da minha previsão a New Super Mario Bros. Wii no número 7 da revista Smash!, que já se encontra nas bancas. Neste número, debitei caractéres até ficar sem dedos para a minha coluna de opinião Visão Periférica, onde falo sobre Michael Thomsen, jornalista da IGN, e sobre o desastre que foi a sua comparação de Metroid Prime Trilogy a “Citizen Kane”, o épico de Orson Welles. Escrevi também uma análise ao MMORPG da NCsoft, Aion, uma pequena retrospectiva sobre a história da mascote da Nintendo, Mario, e testes a Dead Space Extraction, Mario & Sonic at the Winter Olympic Games e Spore Hero.

A Semana em Pixels #2

Chegado aos 29 anos de idade, pouca coisa mudou. Continuo a encontrar a caixa de email cheia de publicidade a produtos para aumentar o meu apetite sexual (quando na verdade precisava era do oposto), continuo a ter pouco tempo para jogar e para falar sobre jogos (sobram os artigos para a Smash!), continuo a não conseguir estar com os meus amigos (que me parecem tão longe e tão ocupados como eu). Intervalos de 5 minutos para catalogar curiosidades, ao menos, tem resultado (também é só o segundo fim de semana que tento isto mas já se sabe que mais cedo ou mais tarde vai correr mal). Ora cá vamos nós:

Continue a ler ‘A Semana em Pixels #2′

The Week in Pixels #2

As I hit the 29 years of age mark, little has changed. I still find my email inbox filled with advertisements for increasing my sex drive (when what I really needed was the opposite), I still have little time to play and to talk about games (barring my articles on Smash!), I still can’t spend time with my friends (who seem as distant and busy as me). 5 minute breaks to catalogue curiosities, at least, fares better (then again this is only the second weekend I get around to doing this so you know it’s bound to fail sooner or later). Here we go:

Continue a ler ‘The Week in Pixels #2′

Formação Lúdica (2)

O que começou por ser uma série planeada de textos sobre os jogos que mais me influenciaram já se arrastou por tanto tempo que quase já não faz sentido continuar a escrever sobre eles, ou sobre mim. Mas viagens pela memória são sempre fascinantes, nem que seja apenas para perceber a maneira como viemos a olhar para os videojogos e para nós próprios. Portanto aqui fica a parte 2 do Formação Lúdica. Ainda podem ler a parte 1 aqui.


“Cuidado com o que desejas – podes acabar por ter isso mesmo”

Isto sempre me pareceu uma máxima estranha até eu começar a jogar videojogos mais a sério. Sério, não porque evitava sorrir quando pisava Goombas ou porque me impedia de rir ao ouvir Ultrakills serem anunciados, mas a jogá-los com determinação. A dada altura, entretenimento e investimento pessoal aproximaram-se perigosamente um do outro e eu passava dias a caçar entusiasmo em formato digital. Estrelas secretas, caminhos secretos, portas secretas, técnicas secretas, lugares secretos, prazeres secretos. Todos eles seriam meus.

Comecei a compreender que o entusiasmo era rentável. Algums estúdios percebem isto – têm reinventado as teias de competição, sucesso e pressão de pares, desde os ecrãs de pontuação máxima nas velhas máquinas de arcada até aos achievements e aos leaderboards online. Mas se excluírmos o direito à bazófia ocasional quando sobrevivia – ou marcava pontos – durante mais tempo com quem quer que jogasse cooperativamente comigo em jogos como Contra, nunca foi algo que persegui. Uma parte de mim queria saber porque os outros apreciavam tanto a competição mas divertir-me era uma preocupação muito mais premente do que impressionar ou humilhar adversários.

Até ao dia em que o meu pai pegou num controlador e disse “vamos lá ganhar isto”.

Continue a ler ‘Formação Lúdica (2)’

Formative Gaming (2)

What started out as a planned series of posts regarding the games that influenced me the most has dragged on for so long that it barely makes sense keep writing about them, or me. But trips down memory lane are always fascinating, even if just to understand how you’ve como to look at games and yourself. So here’s part 2 of Formative Gaming. You can still read part 1 here.


“Careful with what you wish – you just might get it”

That always seemed a weird adage to me until I started playing videogames seriously. Not seriously as in refrain from smiling when plonking down Goombas or stop from laughing as I kept hearing Ultrakills being announced, but playing them with determination. At some point, entertainment and personal investment got terribly close and I would spend days hunting for excitement in digital format. Secret stars, secret paths, secrets doors, secret techniques, secret places, secret thrills. They would all be mine.

I began to realize excitement is bankable. Some developers know this – they’ve been reinventing the webs of competition, success and peer pressure, from old arcade game score tables to achievements and online leaderboards. But excluding the occasional bragging rights when surviving – and scoring – longer than whoever played cooperatively with me in games like Contra, it was never something that I chased after. Some part of me wanted to find out why others enjoyed confrontation so much but having fun was a much more pressing concern than impressing or humbling adversaries.

Until the day my father picked up a gamepad and said “let’s win this”.

Continue a ler ‘Formative Gaming (2)’

A Semana em Pixels #1

Sábado chega cinzento, a Wii vem às cores. Comecei a jogar Okami para a impressora de dinheiro mais velha da Nintendo, nunca tendo acabado a versão original para PS2. Continua espantoso. E dito isto, fica aqui uma experiência – links para coisas interessantes que fui descobrindo ao longo da semana. Talvez consiga dar continuidade a isto em formato semanal; a ver vamos. E cá vamos nós:

Continue a ler ‘A Semana em Pixels #1′

The Week in Pixels #1

Saturday comes cloudy, Wii comes colorful. Started playing Okami for Nintendo’s elder money printer, having failed to properly finish the game on its original PS2 incarnation. Still awesome. And with that said, here is an experiment – links to interesting things I’ve been finding along the week. Maybe I can pull this off on a weekly basis; we’ll see. And here we go:

Continue a ler ‘The Week in Pixels #1′

Batman: Arkham Asylum – Crítica

No Cavaleiro Mais Negro

Estamos em arredores de 1994, penso eu, e um amigo meu decide que preciso de ler Arkham Asylum: A Serious House on Serious Earth. Durante muito tempo, comics norte-americanos eram filtrados pelo Brasil antes de aterrarem em Portugal e o resultado, apesar de carinhosamente apelidado de “gibi de bolso”, era uma redução do tamanho original para 50% o que causava problemas óbvios. Mas esta cópia de Arkham Asylum nas minhas mãos mantinha as proporções intactas, cada página completa e sem diálogos cortados. Mais importante, a história e os temas apresentavam um Batman para além das minhas expectativas. Claro que aos catorze anos tudo nos parece espectacular mas Arkham Asylum era, e ainda é, muito bom. A culpa foi de Grant Morrison e Dave McKean, nomes que tenho seguido de perto sempre que posso – McKean em particular, cujo trabalho visual nos comics é dos poucos a assentar no binómio representação/deconstrução de modo natural.

Quando se trata de comics, poucas são as minhas personagens de eleição. Barry Allen, o segundo Flash, é uma – o seu sacrifício durante a saga Crisis on Infinite Earths, e a revisão da origem da personagem por Robert Fleming e Carmine Infantino em Secret Origins Annual #2, contribuíram para isso. Há várias outras mas Batman está no topo da lista. De todas as razões possíveis escolho uma: porque é uma personagem humana, em todos os sentidos. Não só não pertence à galeria de personagens com poderes deíficos (e confesso que me irrita profundamente a vinculação gradual da personagem ao termo “super-herói” por essa mesma razão) mas é também uma das que mais viu a sua humanidade explorada. A predisposição psicológica para a luta constante contra o crime, a necessidade dessa mesma luta, o código moral, o próprio fato enquanto elemento utilitário (que permite ocultar a identidade e enveredar por um jogo de sombras) e sobrenatural (o morcego enquanto símbolo da morte, do caçador nocturno, enquanto “alma” da personagem) têm uma mitologia muito forte.

Quando chegou a notícia de que um estúdio relativamente desconhecido ia tentar dar nova vida ao Cavaleiro das Trevas, não sabia bem o que pensar. Tendo acompanhado quase todos os videojogos criados em torno da personagem, havia aqui forte possibilidade de isto correr espectacularmente mal (penso que o termo técnico é EPIC FAIL). Não porque o estúdio só tinha um jogo sobre a sua asa criativa mas porque Batman é um alvo perfeito para produções à procura de financiamento. É algo normal em jogos do género – Marvel: Ultimate Alliance é um excelente exemplo disto pela negativa. Não há uma sensaçao de presença ou uma diversidade maior no contexto restricto – quer em termos narrativos ou mecânicos, a diferença entre um Wolverine e um Thor é virtualmente nula, ao ponto de que poderíamos estar a jogar uma versão melhorada de um Gauntlet. O problema é que quando se pega numa licença deste calibre, muitos são os estúdios que afunilam personagens para dentro de um conceito previamente estabelecido em vez de construírem o jogo em torno da personagem.

Mas Batman: Arkham Asylum é lançado, a Rocksteady faz um bom trabalho e muitos foram os que se renderam ao charme do jogo. Sem surpresas, também me rendi. Mas apesar de tudo o que tem sido dito sobre o mesmo, não posso concordar que seja um jogo sobre Batman. Ou sequer sobre Joker.

É sobre o asilo.

Continue a ler ‘Batman: Arkham Asylum – Crítica’

Página Seguinte »


Categorias

Páginas

 

Novembro 2009
S T Q Q S S D
« Out    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30